Antes mesmo de a apuração ser concluída e dar a vitória à candidata petista Dilma Rousseff, o discurso de ódio classista e regional voltou a se disseminar pelo Facebook. Ficou popular um gráfico em duas cores que mostra onde a presidente reeleita venceu e onde Aécio Neves obteve maioria, comparando com os estados mais assistidos pelo Bolsa Família.


 
Para fazer frente a esse discurso de ódio, o economista Thomas Conti desenvolveu um gráfico que mostra um Brasil mais uniforme (veja aqui em tamanho real). Ao invés de marcar com cores diferentes os estados onde um ou outro candidato venceu numericamente, Conti fez uma ponderação em relação à proporção de votos. O gráfico foi feito utilizando ferramentas do Excel 2013.

No Facebook, a imagem já conta com mais de 13 mil compartilhamentos.

“Devido ao enxame de declarações preconceituosas e vergonhosas que invadiu o Facebook depois de apurados os votos, acho bom as pessoas terem em mente que não apenas estão propagando um discurso de ódio tacanho e lastimável, como ainda estão com uma visão completamente equivocada da realidade deste país”, acredita. Conti antecipa que irá produzir mais um gráfico, desta vez com 3 escalas de cor, para computar os votos brancos e nulos e abstenções.

(Fonte: administradores.com.br)

Mas podemos pra ter uma clara percepção sobre a votação também por este outro gráfico (autor desconhecido):

No entanto, o Estadão publicou após a votação do 1º Turno um gráfico sobre a influência do programa "Bolsa Família" no processo eleitoral... 


O gráfico de dispersão mostra qual é a relação entre duas variáveis. Neste caso, cada um dos pontos representa um município. Eles seguem uma diagonal, o que mostra que quanto maior a taxa de cobertura do Bolsa Família, maior foi a votação da presidente Dilma Rousseff (PT) no 1o turno de 2014. O tamanho das bolhas representa a população de cada município, em números absolutos.

A distribuição dos municípios pelo gráfico revela diferenças regionais no Brasil. As cidades do Nordeste estão localizadas mais à direita e para cima, ou seja, têm maior parte das suas famílias recebendo o Bolsa Família e também votou em maior proporção para Dilma que no Sudeste, por exemplo. A concentração de bolhas maiores no canto inferior esquerdo mostra como as capitais e grandes cidades dependem menos do programa e não votaram na candidata do PT.

É interessante perceber, porém, a mesma relação entre Bolsa Família e voto na Dilma se repete dentro das próprias regiões - mesmo no Sudeste, onde Dilma teve menos votos, ela foi melhor nas cidades em que mais pessoas dependem da transferência de renda. O contrário também aconteceu no Nordeste - ela foi pior nas cidades em que menos famílias proporcionalmente recebem o benefício social.

Fonte: Estadão