Urgência ou prioridade?

Identificar o que deve ser feito primeiro é fundamental para gerenciar bem as tarefas do dia a dia

Há momentos em que parece que a gente não vai dar conta. A agenda está repleta de compromissos, o celular sinaliza compromissos agendados e a caixa está repleta de mensagens que pedem mais demandas. Com tanto trabalho, é até normal se perder e não saber nem por onde começar. Por isso ter calma e organizar-se são os primeiros passos para manter a produtividade e conseguir administrar o tempo.

A palestrante Meiry Kamia, psicóloga e mestre em Administração de Empresas, destaca que muita gente sente dificuldade em gerenciar múltiplas tarefas ao longo do expediente porque temos uma forte tendência em confundir prioridade com urgência. Segundo a especialista, isso faz com que percamos tempo resolvendo questões que não são tão importantes para o resultado final do trabalho e deixemos em segundo plano o que realmente é prioritário. "Assim, temos a impressão de que estamos sempre 'apagando incêndios' e a sensação de que o tempo nunca é suficiente", resume.

Prioridade x Urgência

Identificar o que deve ser feito primeiro é importante para poder ter um dia mais produtivo. Uma tarefa urgente, por exemplo, é aquela que é de extrema importância para ser realizada e a prioritária é a que tem impacto no resultado do trabalho. Meiry faz uma comparação: "se tivermos caixas na frente de uma porta, atrapalhando a passagem das pessoas, retirá-las é urgente porque elas estão atrapalhando, mas não é prioritário porque não afeta diretamente o trabalho final", exemplifica. E há tarefas que têm ambas as características: são urgentes e prioritárias, como a entrega de um relatório ao cliente até o fim do expediente.

Para saber se as tarefas são realmente urgentes e prioritárias, Meiry indica levarmos em consideração três critérios:

1) Prazo de entrega: se o tempo de execução é curto, a tarefa se torna urgente.

2) Resultado: pondere o quanto a tarefa vai impactar o resultado final.

3) Equação de Pareto: esse princípio diz que 20% do que realizamos traz 80% de resultado e 80% das atividades trazem só 20% de resultado. "Aplique essa equação em suas atividades e veja quais são as que trazem o maior resultado para definir as tarefas prioritárias", ensina Meiry Kamia.



Quem te irrita, te domina.

Você tem aquelas pessoas que mais lhe tiram do sério, seja um amigo, mãe, tio, namorado (a)? Quem quer que seja, sempre temos alguém que sabe apertar a ferida e nos fazer sair do sério. Porém, você já percebeu que normalmente essas são as pessoas que mais conseguem que façamos coisas que não queremos? 

Em outras palavras, essas pessoas têm grande influência sobre as nossas decisões. Mas por que isso acontece? 

A explicação é simples, mas o funcionamento nem tanto. Quando alguém sabe como provocar você, falar verdades ou até mentiras que lhe tirem do sério, essa pessoa está tirando sua concentração e fluxo sanguíneo da parte racional e levando quase toda a sua energia para a parte emocional. O que quer dizer que você fica mais reativo e suscetível aos seus impulsos, o que significa ter menos controle. 

Se você não está completamente no comando das suas decisões, fica mais fácil para a pessoa do outro lado conseguir indicar ou provocar-lhe as atitudes mais adequadas a ela. Ou seja, você virou quase que uma marionete. 

De uma forma mais simples: quem te irrita, te domina

A questão é se preparar melhor para conversar com essas pessoas, procurar pontos que elas podem explorar e como lidar com elas. Evitar embates duros para que a outra pessoa não o veja como adversário na discussão, mas como alguém que está procurando uma solução em conjunto, assim ela poderá utilizar menos artifícios que lhe tirem da sua base emocional.

Não tenha medo e principalmente vergonha de pedir licença para ir ao banheiro ou pegar uma água, pois esse tempo estratégico para respirar pode ser fundamental para evitar decisões das quais você vai se arrepender. 

Por fim, tenha sempre em mente o seguinte: “no momento que você perde o seu controle com alguém, essa pessoa aumenta consideravelmente as chances de poder lhe manipular.”


Fonte: Administradores.com.br
Autor: Professor Alex Born  

Alex Born é professor e pesquisador neurocientista, escritor, consultor, palestrante e conferencista, Administrador de Empresas pela UNICEP e Educador Físico pela FESC/UFSCAR, com ênfase em Gestão de Pessoas, Marketing e Comportamento Humano com M.B.A em Gestão Estratégica de Empresas, TOP PRESENTER em atividades físicas pelas maiores e mais consagradas instituições educacionais mundiais, Master Certified/ K. Universität, (Deutschland), Top Leader/ SportMuhle (Germany), Certified at World School of MKT (USA). Considerado o “Pai do Neuromarketing no Brasil” e um dos maiores especialista em neurociências, comportamento humano e estratégias em todo o mundo. Presença constante nos maiores eventos empresariais do país, realizou trabalhos em mais de 22 países, chegando a ser considerado um dos dez mais conceituados profissionais em Fitness e Wellness de todo o mundo e 8º colocado no Gym Teachers World Ranking. Diretor do GIECH: Grupo Internacional de Estudos do Comportamento Humano e da A.N.D.S [Agência Nacional de Desenvolvimento Sustentável], é Sócio-Diretor da XBL Consultoria e Treinamentos. Autor de diversos livros e DVDs sobre neuromarketing, comunicação e comportamento humano.

Google faz parceria com Ford para desenvolver carros autônomos.


De acordo com informações do Yahoo, o Google e a Ford devem anunciar nas próximas semanas a parceria que resultará no desenvolvimento e produção de carros autônomos entre a empresa de tecnologia e a montadora. 

Ainda segundo o site, a parceria deve resultar em uma joint venture, que deve ser anunciada somente durante a CES 2016 (Consumer Electronics Show — feira de eletrônicos onde empresas de tecnologia apresentam ao público os seus produtos desenvolvidos para o ano). 

O contrato, segundo as fontes do Yahoo, diz que empresa de produção deve ser separada da Ford e todo o sistema tecnológico desenvolvido pelo Google não será exclusivo da montadora. Ou seja, o Google vai continuar investindo em carros próprios e em sistemas para outras marcas.

Com o negócio, o Google visa poupar alguns milhões com o desenvolvimento de uma montadora e a Ford, por sua vez, deve sair ganhando com a tecnologia já criada pela empresa norte-americana de tecnologia e internet.

[Financial Times] Visualização diária de vídeos no Snapchat triplica e vai a 6 bilhões.

O número de vídeos vistos por dia no Snapchat triplicou desde maio, para 6 bilhões, conforme o aplicativo de mensagens instantâneas diminui a distância do gigante de mídia social Facebook, de acordo com uma reportagem do Financial Times, que cita pessoas próximas à companhia.

O Financial Times disse que o Snapchat confirmou o número de 6 bilhões, mas se recusou a comentar mais.

O Facebook disse na semana passada que dobrou suas visualizações diárias de vídeos para 8 bilhões, contra 4 bilhões em abril, de acordo com a reportagem, que enfatiza que os grupos de redes sociais estão disputando os olhares dos usuários no segmento de vídeos, de acelerado crescimento.

O número de visualizações diárias de vídeos no Facebook é feito a partir das visualizações de desktop e de aparelhos móveis, enquanto no Snapchat ele é feito, exclusivamente, a partir de usuários de smartphones, segundo a reportagem.

O presidente-executivo do Snapchat, Evan Spiegel, disse em maio que a companhia planejava fazer uma oferta pública inicial de ações, mas não especificou quando ela aconteceria. Em 2013, a companhia recusou uma oferta de aquisição de 3 bilhões feita pelo Facebook.

Aumenta a confiança do empresário brasileiro de pequenas e médias empresas


Cresceu o Índice de Confiança do Empresário de Pequenos e Médios Negócios no Brasil para o 1º trimestre de 2016 ao atingir 58,9 pontos, de acordo com pesquisa elaborada pelo Centro de Pesquisas em Estratégia, com apoio do Santander. A alta de 6,9% no IC-PMN, quando comparado com 4º trimestre de 2015 (55,1 pontos), rompeu o ciclo de queda iniciado desde o último trimestre de 2014.

O crescimento registrado pelo índice segue-se a uma queda de 3,9% no 4º trimestre de 2015, quando o IC-PMN registrou o menor valor da série histórica. A recuperação, portanto, deve ser interpretada com cautela, explica o economista Gino Olivares, professor e pesquisador do Insper. “Após um quarto trimestre conturbado, o indicador estaria voltando aos níveis registrados nos trimestres anteriores, sinalizando estabilidade”, concluiu o professor Olivares.

A perspectiva econômica foi um dos principais responsáveis pelo aumento do índice, com 52,1 pontos, um crescimento de 14,3% sobre o 4º trimestre de 2015. Na avaliação por setor, o de serviços também contribuiu para melhora do IC-PMN, com 60 pontos e uma variação de 14%, em relação ao período anterior.

Na análise regional, no Nordeste os pequenos e médios empresários demonstraram mais otimismo em relação às demais localidades do país, com 62,5 pontos e um aumento de 9,6%, contra o 4º trimestre. O Sul foi a segunda região com maior confiança, com alta de 8,1% (59,1 pontos). A região Norte apresentou a menor variável, com crescimento de 1,1% (62 pontos) para este trimestre.

Os dados do IC-PMN foram obtidos por meio de entrevistas telefônicas com 1.410 pequenos e médios empresários de todo o país, dos setores da indústria, comércio e serviços. A margem de erro do índice é de 1,4% para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%.


Fonte: INSPER



Sobre o projeto
Divulgado a cada trimestre, o Índice de Confiança do Empresário de Pequenos e Médios Negócios no Brasil (IC-PMN) tem o objetivo de captar a percepção deste segmento sobre a economia, seu ramo de atividade e seu próprio negócio para os três meses seguintes. Ele foi criado em 2008, em parceria com o Santander.
A cada edição do IC-PMN são entrevistados 1.200 empresários das cinco regiões do país e de três ramos de atividade (comércio, serviços e indústria).
Fazem parte da equipe responsável pelo IC-PMN os professores Danny Claro, coordenador do projeto, e Gino Olivares, responsável pela elaboração do índice.

Na contramão do progresso, justiça determina bloqueio do WhatsApp no Brasil por 48 horas

Foi emitida pela justiça uma determinação que ordena o bloqueio do WhatsApp no Brasil por 48 horas. As operadoras de telefonia afirmam que cumprirão a ordem a partir das 0h desta quinta-feira, 17.

A determinação, imposta por meio de uma medida cautelar, partiu da Justiça de São Paulo, e prevê multa em caso de descumprimento. O autor da ação é mantido sob sigilo, então não é possível determinar com certeza quem está por trás do processo.

No entanto, é possível especular. Há meses as operadoras reclamam do serviço prestado pelo WhatsApp, que atinge diretamente o negócio destas empresas, com a troca de mensagens substituindo o SMS e as chamadas de voz pela internet, que também competem com as chamadas telefônicas convencionais.

O presidente da Telefónica Brasil, Amos Genish, chegou a alegar durante o ano que aplicativo de mensagens de texto e voz WhatsApp está "trabalhando contra as leis brasileiras". O argumento de Genish é que o aplicativo se aproveita da clientela e da infraestrutura das operadoras de telecomunicações sem, no entanto, estar sujeito às leis regulatórias e aos encargos tributários sob os quais elas trabalham. "Não é admissível uma empresa prover serviço de voz sem licença do regulador, usando os números das demais operadoras e sem pagar impostos", disse.

A etiqueta no uso do Whatsapp

Sinceramente não sei quem é o autor deste texto, mas acredito que vale a pena divulgá-lo!

se souberem quem é o dono, favor avisar, para que eu possa registar aqui os devidos créditos.

"O povo perdeu a noção após o Whatsapp? Cadê a etiqueta, por favor?
Antes do Whatsapp existiam horários que elegantemente você poderia ligar ou não para alguém.
Antigamente após às 22h você ligava na casa de alguém apenas se a pessoa fosse muito próxima ou da família.
Nas relações profissionais, o comum era o cliente ligar apenas em horário comercial, no máximo, no máximo messsmo, no horário do almoço.
Com a comunicação ágil do Whatsapp, todas as regras de etiqueta foram simplesmente deletadas da mente das pessoas.
Clientes te passam mensagens sábado, domingo, feriado, tarde da noite.
Gente que nem é próxima, ou seja, não é seu amigo de verdade, quer falar com você fora do horário comercial. Como assim, Brasil? Cadê os limites?
Muita gente até fala. Mas, Fulano, eu mandei, a pessoa responde a hora que quiser.
Desculpe-me, mas não é assim que a maioria pensa e age.
A pessoa vê que você leu a mensagem ou que você ouviu o áudio, simplesmente ele quer resposta daquilo em poucos instantes depois.
Fora que agora todo mundo se acha no direito de pedir os contatos da gente. Ooops!!! Tem gente que não quer ter seu número espalhado por aí. Claro, né? Todo mundo pode ter esse direito, senão publicava o número do celular na bio do Instagram, Twitter e Facebook.
Mas dá uma vergonha de recusar passar o contato daquele seu amigo, para alguém que você sabe que tem interesses comerciais, ou sei lá o quê.
Tenho amigos exemplares que usam tão bem, que aí vejo que o mundo tem salvação, rs.
Separei 11 dicas de etiqueta para usar o Whatsapp corretamente.
Por favor compartilhe com seus amigos sem noção. O mundo agradece!

  1. - não é porque você leu que é obrigado a responder na hora. Nem sempre é possível. Os apressadinhos eu já corto logo e falo que respondo quando der. Eu trabalho, estudo, dou aula, né?
  2. - relações comerciais devem ser tratadas em horário de trabalho. Podem acontecer exceções, mas que elas não virem rotina.
  3. - se vai conversar pela primeira vez com a pessoa, lembre-se que provavelmente ela não tem seu contato. Peça licença e se apresente. Ah! Faça isso também em dias úteis ou horários comerciais. Se viu que pessoa não deu moral, não fique insistindo. Aja no Whatsapp como você age no seu dia dia.
  4. - se você tem urgência em ser atendido, eu te indico fechar o whatsapp e fazer uma ligação, que até hoje tem essa função. Ninguém é obrigado a ficar com o Whatsapp aberto o tempo todo e responder na hora que você precisa.
  5. - pare de ficar pedindo contato de quem você não tem relacionamento para seus amigos e conhecidos. É chato e deselegante. Se quiser me irritar, peça para mim os contatos de todos os blogueiros da minha cidade, ou dos jornalistas ou do meu mailing empresarial. Isso não existe, tá? Mailing cada um constrói o seu, e agenda também.
  6. - o áudio é prático, mas nem sempre quem está do outro lado pode ouvir. Vai que a pessoa está em reunião? Opte por textos mesmo. É mais prático. Deixe o áudio apenas para momentos de emergência ou que seja mais compreensível falar do que digitar.
  7. - não fique adicionando amigos em grupos do Whatsapp sem o consentimento da pessoa. Tem coisa mais chata do que ser inserido em grupos que não tem nada a ver com seus objetivos e gostos? É chato até pra sair do grupo.
  8. - cuidado com o que você compartilha no seu Whatsapp. Lembre-se que o celular do outro pode ser roubado e sua reputação pode ir pro lixo. Um print e já era!
  9. - seja o mais direto possível e evite aqueles textos gigantes. Ninguém tem muito tempo hoje em dia. Os textos longos somente quando forem bem necessários.
  10. - se a pessoa não respondeu, não mande áudio cobrando a resposta, nem envie mil sinais de interrogação cobrando resposta. Calma! Se for urgente, ligue., mas não seja incoveniente.
  11. - assim como no tradicional celular, aos chatos de plantão vale bloquear. Sou adepto em casos em que a pessoa fica de conversinha mole, ou é muito chata, insistente ou simplesmente empresa que fica me enviando dez mil imagens por dia querendo vender algo.

Se usarmos com moderação e respeito, tudo funcionará bem. A ferramenta é ótima, depende de quem usa."


[Nota do blog]

Eu acrescentaria mais uma dúzia de dicas, mas acho que a principal é a questão do bom senso, de perceber o quanto está sendo anti-social quando está em um daqueles raros momentos entre amigos ou em casal ou com seu filho ou com um cliente (o qualquer outra pessoa) e dá preferência ao seu celular, seja para whatsapp ou facebook ou qualquer outra rede social, indicando que, se a(s) pessoa(s) querem receber a sua atenção, deverão fazê-lo através do aparelho, ou simplesmente indica que essas pessoas que estão na sua presença são sem importância ou desinteressantes.

Hoje em dia é muito fácil discutir com uma pessoa usando os mensageiros instantâneos, falar o que quer e simplesmente bloqueá-la, sem dar sequer a oportunidade de um pedido de desculpas ou de uma explicação.

Tá faltando mais abraço (ou beijo) de desculpas, olhar de sinceridade, sorriso de "te perdôo". É coisa rara o olho-no-olho, o toque da pele, o "conhecer aquele olhar" (pq as pessoas não querem nem se ver!) .. não se conhece mais os amigos e parentes pela voz, pois só digitam (e nem pela letra, diga-se de passagem)

O texto fala da etiqueta no uso do whatsapp, mas vale refletir também sobre o nosso comportamento em relação às pessoas e principalmente sobre a relação entre as pessoas, pois a ferramenta que foi criada para aproximar as pessoas, na prática, está sendo utilizada para manter as pessoas cada vez mais distantes umas das outras.


Uber Rush: o serviço de entregas VIP do Uber


A Uber confirmou nesta quarta-feira, 14, um dos principais rumores sobre a companhia que vinham sendo veiculados nos últimos meses: o Uber Rush, um serviço que permite que o usuário realize compras pela internet e as receba em questão de minutos.

No início de setembro começaram a surgir indicações de que a companhia criaria um serviço de entregas, mas acreditava-se que ele estaria disponível apenas para lojas de luxo.

Para solicitar o recurso, é preciso que a loja tenha aderido ao serviço, usando uma plataforma de compras compatível, como o Shopify e o ChowNow. Por enquanto, a novidade está disponível em Chicago, Nova York e São Francisco, nos Estados Unidos.

Veja como funciona:


Fonte: Olhar Digital

Salário mínimo no Brasil deveria ser de R$ 3.240,27, segundo Dieese

O salário mínimo para sustentar uma família de quatro pessoas deveria ser de R$ 3.240,27, 4,11 vezes mais do que o válido atualmente, de R$ 788. Essa é a estimativa do Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos) para setembro.

O departamento divulga mensalmente o valor necessário para o salário mínimo, que é calculado com base na cesta básica mais cara entre as 18 capitais pesquisadas. Em setembro, o maior valor foi registrado em Porto Alegre (R$ 385,70).

Segundo o Dieese, o salário mínimo deve atender as necessidades básicas do trabalhador e de sua família, como estabelecido na Constituição: moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social.

A diferença entre o salário mínimo real e o necessário caiu de agosto para setembro. No mês anterior, o ideal é que ele fosse de R$ 3.258,16, 4,13 vezes a mais.

Em setembro do ano passado, quando o mínimo era de R$ 724, o ideal é que ele fosse de R$ 2.862,73, 3,95 vezes mais.

(Com Agência Brasil)

[Endeavor] 8 coisas que você não sabia sobre as empresas que mais crescem no país


Veja um estudo inédito sobre Scale-ups lançado pela Endeavor e Neoway, que traz algumas conclusões que desmistificam as empresas que mais crescem no país.

Um ano atrás a Endeavor escreveu um artigo com os 8 mitos e verdades do empreendedorismo no Brasil. Entre as verdades, a triste realidade do nosso país: “poucas empresas brasileiras crescem de verdade”. Você sabia, por exemplo, que apenas 1% das empresas no Brasil crescem pelo menos 20% ao ano, por três anos seguidos? São as chamadas Scale-ups, que mesmo sendo pouquíssimas, têm um impacto gigante na economia, sendo responsáveis por quase 60% dos novos empregos! A importância dessas empresas é tanta que, enquanto uma empresa “normal” contrata em média 0,34 funcionário por ano, uma Scale-up gera 31 novos empregos. São 100 vezes mais! 100 vezes!!!

Se você não sabia disso, vai ficar ainda mais surpreso com as descobertas de um estudo inédito, lançado pela Endeavor e Neoway, uma empresa especialista em Big Data. Juntas, as duas organizações fizeram milhões de cruzamentos e criaram o estudo “Scale-ups no Brasil”.

Aqui, trazemos as principais características das empresas que mais crescem no Brasil:

1. Scale-ups são empresas grandes enquanto pequenas

Sabe aquela história de que todo mundo um dia foi pequeno? Pois é, com as empresas acontece a mesma coisa. As Scale-ups são justamente as empresas que estão mudando de faixa, se tornando grandes – só 8% delas têm mais de 250 funcionários. Os outros 92% das Scale-ups são pequenos e médios negócios (PMEs), que estão só começando!

2. Scale-ups não são start-ups

A idade média de uma Scale-up é de 14 anos. Ou mais impactante ainda: mais de 90% das empresas com crescimento acelerado têm mais de 5 anos de história! Ou seja, se você está começando um negócio agora, sonhe grande, mas saiba que vai precisar trabalhar muito para chegar lá, e possivelmente até demore um pouco.

3. Existem Scale-ups do Oiapoque (AP) ao Chui (RS), literalmente

Mais da metade do total de municípios brasileiros é sede de Scale-ups (2.806 cidades), inclusive o Oiapoque (AP) e o Chui (RS). Além disso, quase 60% dessas empresas estão em cidades com menos de 500 mil habitantes. Ou seja, antes de se mudar para uma grande cidade achando que só isso vai transformar a sua empresa, pense se não é mais importante criar um produto ou serviço melhor, que tenha clientes em todo o país, do Oiapoque ao Chui.

4. O Mark Zuckerberg é exceção

Histórias como a dele, que largou a faculdade (Harvard, é bom lembrar) e aos 23 anos criou uma empresa bilionária, são a exceção da exceção. Os jovens de até 28 anos representam apenas 5,5% dos empreendedores à frente de Scale-ups no Brasil. A idade média de um empreendedor de alto crescimento, na verdade, é muito mais alta: 47 anos.

5. Ter patente não é garantia de crescimento

A grande maioria das Scale-ups brasileiras também não depende de patentes para crescer: só 139 delas têm essa proteção, menos de 0,27% do total. Mais do que isso, esse tipo de diferencial no Brasil é coisa de gente grande. Dos mais de 16 milhões de CNPJs do país, só 2.264 têm patentes (0,01% do total!), sendo que, em média, essas empresas têm 1.326 funcionários, quase 100 vezes mais que a média geral.

6. Homens ainda são a maioria

Seis em cada dez dos empreendedores brasileiros são homens. Nas Scale-ups, essa relação é ainda maior: quase 70% dos líderes das empresas que mais crescem são homens. Isso não significa que mulheres não tenham capacidade de criar empresas de alto impacto, prova disso é que existem milhares delas!

7. Você também não precisa criar um aplicativo ou e-commerce para crescer

As Scale-ups estão distribuí das em todos os setores da economia. A indústria digital, ao contrário do que muitos acreditam, concentra apenas 1% de todas as Scale-ups do Brasil. Quem lidera a lista é o varejo (20% do total), seguido da indústria da construção civil (13%). Apesar disso, quando olhamos para a densidade de Scale-ups por setor, a indústria digital sobe para 3º lugar (com 18% de Scale-ups dentro do setor), logo atrás de serviços administrativos (19%) e construção civil (22%), setor com a maior proporção.

8. Ter com quem compartilhar o sonho ajuda a crescer

Um dos maiores desafios dos empreendedores é a falta de alguém para dividir as dores e vitórias do dia a dia. Sócios se ajudam justamente nisso. E assim, levam o negócio mais longe. Prova disso é que o número de sócios de uma empresa no Brasil é, em média, 1,18, e, quando olhamos para Scale-ups, esse número sobe para 2,32 sócios por empresa, praticamente o dobro.

Além de todas essas características, Scale-ups são, acima de tudo, empresas em que os empreendedores botam a barriga no balcão, trabalhando todos os dias para alcançar um sonho grande.

Com as suas empresas, eles querem fazer a diferença em um mercado, em uma cidade, para o Brasil. E estão fazendo!





Mercado de seguros cresce 14,4% no 1º semestre de 2015

A pedido do Sindicato das Seguradoras de São Paulo, o economista Luiz Castiglione realizou um balanço do mercado segurador do primeiro semestre de 2015. Mesmo com a crise, o avanço, comparado com o mesmo período do ano anterior – excluindo o seguro saúde, teve crescimento de 14,4%, saltando de R$ 106,7 bi para R$ 122 bi. Contudo, o que assusta é que excluindo o produto financeiro VGBL / PGBL, temos um volume de vendas da ordem de R$ 68,8 bilhões contra R$ 65,6 bilhões de 2014, um crescimento de 4,8%, chegando a ser inferior à inflação média registrada no período. O segmento de seguros apresentou um crescimento de 5,9 % já o de previdência tradicional uma redução de 0,4% e capitalização um aumento de 1,1% .

Fonte: CQCS

Cortes no Sistema S comprometeriam atendimento a mais de 2,7 milhões de alunos e trabalhadores do SENAI e SESI

Em visita ao Senado, nesta terça-feira (22), presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, defendeu também cautela na discussão de propostas que elevem os gastos públicos em detrimento da disciplina fiscal


A proposta de cortes de 30% nos repasses ao Sistema S, em estudo no governo federal, pode comprometer o atendimento a 1,2 milhão de alunos do ensino profissional do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e 1,5 milhão de trabalhadores pelo Serviço Social da Indústria (SESI), nos programas de educação, saúde e segurança do trabalho e qualidade de vida. O alerta foi feito nesta terça-feira (22), pelo presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, em visita ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). O tema ainda será debatido pelo Congresso Nacional.

Durante o encontro, Andrade destacou que um eventual corte nos recursos afetará, sobretudo, a estrutura do SENAI e SESI nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, pelo fechamento de escolas e pela fim da gratuidade atualmente oferecida. Confira abaixo os principais trechos da entrevista concedida pelo presidente da CNI, em que ele defendeu reformas estruturais, como a da Previdência e a administrativa, e a responsabilidade fiscal na discussão de propostas que elevam os gastos públicos:

SISTEMA S
“Tratamos, principalmente do SESI e do SENAI, mostrando a importância que esse sistema tem para a educação e para a qualificação profissional do país. O SENAI acaba de ser classificado como a melhor escola do mundo, como mostra o resultado da olimpíada (aWorldSkills 2015, em São Paulo), em que competimos com alunos da Coreia do Sul, China, Alemanha, e de todos os grandes países. 

O SENAI hoje está transferindo tecnologias para escolas de fora do Brasil. Não podemos acabar com isso. A proposta que foi ventilada realmente vai trazer grandes sacrifícios para o SENAI e para o SESI, provavelmente com fechamento de escolas nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Provavelmente, com muitos alunos deixando de ter a educação profissional que hoje lhes é oferecida e de maneira gratuita.”


POSSÍVEIS CONSEQUÊNCIAS DO CORTE

“O SESI e o SENAI recolhem, por ano, R$ 7,9 bilhões. Nós temos, com a gestão séria que fazemos, o suficiente para dez meses de salários e despesas para manter o sistema funcionando. Se você tira 30% dos recursos, principalmente os estados de Norte, Nordeste e Centro-Oeste não têm como sobreviver. Isso porque o volume maior das nossas receitas está concentrado nos estados de Sul e Sudeste, que têm muito de seus recursos destinadas para cobrir as necessidades das outras regiões. 

O presidente Renan conhece o sistema, entende nossas dificuldades e os problemas que nós enfrentaríamos. Ninguém quer deixar de atender 1,2 milhão de alunos e 1,5 milhão de trabalhadores, que é o que iria acontecer. Hoje estamos negociando também com a Casa Civil e o ministro Aloizio Mercadante, juntamente com o ministro Armando Monteiro (do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), um entendimento que possa resolver esse assunto sem que haja prejuízos grandes para o Sistema S, mas que também ajude a União e o governo a minorar os problemas que têm de caixa.”

RESPONSABILIDADE FISCAL

“Falamos bastante dos vetos aos projetos que a presidente (Dilma Rousseff) devolveu ao Congresso Nacional, da importância de que esses vetos sejam mantidos. O país está passando por uma dificuldade muito grande e, independentemente do mérito de um ou outro projeto ou aumento de despesa, nós entendemos que o país não pode, de maneira alguma, aceitar qualquer tipo de aumento de custo. Estamos extremamente fragilizados.”

IMPOSTOS E CPMF

“Somos completamente contra o aumento de impostos. Achamos que a sociedade já paga muitos impostos e que, devido a isso, nossos produtos não são competitivos com produtos importados. Somos contra aumento, qualquer que seja ele.

Somos contra (a CPMF) porque quem paga o custo do imposto é a sociedade e entendemos que já se paga muitos impostos. Chegou a hora de o governo não, simplesmente, adotar pequenas alternativas que possam minorar o problema por pouco tempo. O governo tem que fazer reformas grandes. O Brasil, os empresários, a sociedade estão clamando por isso. Os movimentos sociais querem mudanças, e mudanças definitivas. Não apenas pequenos remendos que podem dar um pouco de recurso no caixa para atravessar alguns meses.”

REFORMAS ESTRUTURAIS

“Achamos que no governo, no Congresso, estamos num momento muito oportuno para fazer as reformas duras, difíceis. Talvez com sacrifícios da sociedade, das empresas e dos políticos. Mas são reformas que precisam ser feitas de maneira definitiva para o Brasil. A questão da reforma da Previdência, uma reforma administrativa séria e coerente. Reformas que possam colocar o Brasil com uma perspectiva de futuro de desenvolvimento e de crescimento condizente com o tamanho do nosso país. É preciso fazer com que a gente recupere a autoestima, mas também a capacidade de investir e gerar emprego e renda. Isso só vamos conseguir se fizermos agora as reformas que são importantes e difíceis.”

Por Guilherme Queiroz
Foto: Miguel Ângelo

Campanha contra o confisco do Sistema "S"

A campanha tem tomado corpo e tem recebido o apoio de muitas entidades empresariais. O Sistema "S" tem apelado pelo o apoio de todos para ser salvo; ele colabora com a educação, saúde, qualidade de vida dos trabalhadores e comunidade que precisa e o governo não pode proporcionar.

Com a redução da arrecadação destinada ao Sistema “S”, proposta pelo Congresso Nacional, os trabalhadores da indústria e a comunidade em geral no Brasil, sofrerão, pois não terão quem os apoie nos serviços de educação, saúde e vida saudável.

As escolas do SESI também podem acabar, caso haja a redução compulsória. O SESI e o SENAI preparam anualmente milhares de jovens para o Mercado de Trabalho, graças à arrecadação destinada ao sistema. Além do prejuízo as unidades do SESC, SENAC, SENAR, SEST, SENAT, SEBRAE.... E todos os outros órgãos do Sistema S que tanto contribuem para o desenvolvimento do País. Com serviços de educação, saúde e qualidade de vida. 

# O que o SESI faz: 

Criado em 1º de julho de 1946, o Serviço Social da Indústria (SESI) tem como desafio desenvolver uma educação de excelência voltada para o mundo do trabalho e aumentar a produtividade da indústria, promovendo o bem-estar do trabalhador. O SESI oferece soluções para as empresas industriais brasileiras por meio de uma rede integrada, que engloba atividades de educação, segurança e saúde do trabalho e qualidade de vida. 

Na busca pela competitividade, a indústria precisa superar desafios como a elevação da escolaridade do trabalhador, a redução dos afastamentos do trabalho e a adoção do estilo de vida saudável. Em sintonia com a realidade e as necessidades da indústria nacional, a rede de escolas do SESI tem por objetivo preparar os jovens para o ambiente profissional e reforçar sua formação básica e continuada, utilizando modernas tecnologias educacionais. 

Para diminuir o índice de afastamentos do trabalho e estimular um estilo de vida saudável para os industriários, o SESI oferece programas de promoção de segurança, saúde e qualidade de vida, com soluções para atender as demandas da indústria e aumentar sua produtividade, desempenhando papel decisivo para o fortalecimento do setor industrial e o desenvolvimento sustentável do Brasil. 

- O SESI em números 

Em 2014: 
  • Cerca de 2,2 milhões de matrículas em educação 
  • Mais de 1,7 milhão de matrículas em cursos de educação continuada 
  • Mais de 1,4 milhão de participantes de ações educativas 
  • Mais de 3,2 milhões de pessoas beneficiadas com Programas em Saúde e Segurança no Trabalho e Serviços em SST 
  • Mais de 3,4 milhões de pessoas beneficiadas por contratos de Lazer Ativo - Esporte e Ginástica na Empresa 
  • Mais de 1,3 milhão de pessoas atendidas pela Campanha SESI de Vacinação contra a gripe, hepatite B, febre amarela, antitetânica e tríplice viral 
  • Cerca de 3,6 milhões de participantes e expectadores em eventos culturais 
  • Mais de 2,1 milhões de atendimentos prestados em ações comunitárias 


# O que o SENAI faz: 

O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) é um dos cinco maiores complexos de educação profissional do mundo e o maior da América Latina. Seus cursos formam profissionais para 28 áreas da indústria brasileira, desde a iniciação profissional até a graduação e pós-graduação tecnológica. 

As ações de qualificação profissional realizadas pelo SENAI formaram 64,7 milhões de trabalhadores em todo o território nacional, desde 1942. Esse resultado só foi possível porque o SENAI aposta em formatos educacionais diferenciados e inovadores, que vão além do tradicional modelo de educação presencial, em suas 518 unidades fixas e 504 unidades móveis em 2,7 mil municípios brasileiros. O SENAI também capacita e forma profissionais em cursos a distância, que estão à disposição do estudante 24 horas por dia, sete dias por semana. 

Um exemplo das ações móveis do SENAI são os barcos-escola Samaúma I e II, que percorrem os rios da Amazônia e levam formação profissional aos moradores das cidades ribeirinhas. 

Além de oferecer educação profissional de qualidade para os brasileiros, o SENAI, em parceria com o Ministério das Relações Exteriores do Brasil, opera oito centros de formação profissional no exterior - em Angola, Cabo Verde, Guatemala, Guiné Bissau, Jamaica, Paraguai, São Tomé e Príncipe, Timor Leste - e um centro de tecnologia ambiental no Peru. 

O SENAI também estimula a inovação da indústria por meio de consultoria e incentivo às ações das empresas com o desenvolvimento de pesquisa aplicada e serviços técnicos e tecnológicos que são decisivos para a competitividade das empresas brasileiras. 

O SENAI em Números: 
  • 64,7 milhões de profissionais qualificados para o trabalho entre 1942 e 2014; 
  • 3,6 milhões de matrículas anuais em educação profissional; 
  • 2,7 mil municípios em todo o país; 
  • 109 mil serviços técnicos e laboratoriais realizados; 
  • 8 centros de formação profissional no exterior, além de um centro de tecnologia ambiental.

Uma fábula de improdutividade

por Marcos Mendes


João é inteligente e nasceu numa família de classe alta. Estudou em boas escolas e entrou para uma universidade pública, gratuita, no curso de Engenharia. Formado, viu que os melhores salários iniciais de engenheiros estavam em R$ 5 mil. Fez concurso para um cargo de nível médio num tribunal: salário de R$ 9 mil mais gratificações, aposentadoria integral, estabilidade, expediente de seis horas. O contribuinte custeou a formação de um engenheiro e recebeu um arquivador de processos sobrerremunerado. Amanhã João estará em frente ao Congresso, com seus colegas, todos em greve por aumento salarial. Não terá o dia de trabalho descontado nem se sente remotamente ameaçado de demissão.

Pedro não tem muito talento intelectual. Mas sua família pôde pagar uma boa escola, o que lhe garantiu uma vaga num curso não muito concorrido em universidade pública. Carente de habilidades acadêmicas, Pedro não se adaptou e mudou de curso duas vezes, deixando para trás centenas de horas-aula desperdiçadas e duas vagas que poderiam ter sido ocupadas por outros estudantes que jamais terão acesso àquela universidade. Foi fácil desistir dos cursos, pois Pedro nada pagou por eles.

Após oito anos na universidade, Pedro finalmente se formou em Biologia. Sonha em ter um emprego igual ao de João. Entrou num cursinho preparatório para concursos públicos. Lá conheceu centenas de jovens formados em universidades públicas que, em vez de irem para o mercado de trabalho aplicar os seus conhecimentos, estão em sala de aula decorando apostilas para conseguirem um emprego público.

Jorge, o dono do cursinho, é um brilhante advogado que poderia contribuir para a sociedade redigindo contratos empresariais. Mas descobriu que ganha mais dinheiro preparando candidatos ao serviço público.

Um dos professores do cursinho de Jorge é Manuel, que também abandonou sua formação universitária e mudou de ramo. Ao perceber que jamais exercerá a profissão original, ele pediu desfiliação do respectivo conselho profissional.

Mas não consegue, porque Márcia, funcionária daquele conselho, tem como missão criar todo tipo de dificuldade às desfiliações e manter em dia a arrecadação compulsória. Manuel desistiu e vai pagar a contribuição pelo resto de sua vida profissional, ainda que não se beneficie em nada e pouca satisfação seja dada pelo conselho profissional acerca do uso desse dinheiro.

As limitações acadêmicas de Pedro o impedem de ser aprovado em concurso público. Ele vai ser um medíocre professor numa escola de ensino fundamental de segunda linha (pública ou privada), oferecendo ensino de baixa qualidade às novas gerações das famílias que não podem pagar por uma escola melhor. Pedro só conseguiu essa vaga porque há uma reserva de mercado: por lei, as escolas de ensino fundamental só podem contratar professores com diploma de nível superior. Fosse permitido contratar universitários, diversos graduandos em Biologia mais talentosos e motivados que o diplomado Pedro estariam em sala de aula, oferecendo boas aulas às crianças.

Antônio é tão brilhante quanto João. Daria um excelente engenheiro, mas nasceu em família pobre e estudou em escola pública. Teve professores limitados, no padrão de Pedro, e a desorganização administrativa da escola piorava as coisas: muitas vezes não havia professores em sala. Falta com atestado médico não dá demissão.

Antônio até conseguiu passar no vestibular de Engenharia em universidade pública, pelo sistema de cotas, mas sua formação deficiente em Matemática foi uma barreira intransponível. Abandou o curso, deixando mais horas-aula perdidas e mais uma vaga ociosa na conta dos contribuintes.

Antônio, porém, é empreendedor. Não se abalou com o insucesso universitário, aprendeu a consertar eletrônicos por meio de vídeos no YouTube. Montou um pequeno negócio de manutenção de smartphones e computadores. Seu talento poderia torná-lo um grande empresário. Mas para crescer ele precisa transferir sua empresa do regime de tributação Simples para a tributação normal, pagando impostos muito mais altos, porque o governo precisa de muito dinheiro para pagar altos salários, para custear a universidade gratuita que desperdiça vagas e para sustentar escolas públicas que não dão aula, entre outras despesas. Mesmo assim, o governo permanece em déficit e toma empréstimo para se financiar, aumentando a taxa de juros. Com impostos altos e crédito caro, Antônio prefere manter seu negócio pequeno. A grande empresa e seus empregos morreram antes de nascer.

Chico é um líder talentoso. Dirige uma central sindical que congrega os sindicatos dos companheiros do Judiciário e dos professores, entre outras categorias. Chico está em frente ao Congresso Nacional apoiando a greve de Pedro por melhores salários. Faz um discurso contra os neoliberais, que só pensam em cortar gastos públicos e arrochar os trabalhadores. Chico não tem muito do que reclamar (embora, como líder sindical, a sua especialidade seja, justamente, reclamar): além da remuneração paga pelo sindicato (e custeada pelo imposto sindical, cobrado obrigatoriamente dos contribuintes), ele está aposentado pelo INSS desde os 52 anos de idade. Até o fim da sua vida receberá muito mais do que contribuiu para a Previdência.

Nenhum dos personagens acima citados tem comportamento ilegal. Eles jogam o jogo de acordo com as regras que estão postas. O erro está nas regras. Mudá-las requer superar as dificuldades das decisões coletivas. Não mudá-las implica continuar com talentos profissionais e dinheiro público mal alocados, empregos improdutivos, potenciais inexplorados, gasto público excessivo, oportunidades perdidas, incentivos errados. Uma fábula de improdutividade.


*Marcos Mendes tem graduação, mestrado e doutorado em economia, custeados pelos contribuintes, em universidades públicas. Não se anuncia como ‘economista’, pois não é filiado ao conselho regional de economia e não quer ser processado por isso. É servidor público bem remunerado.

Bradesco compra operações do HSBC no Brasil por R$ 17,6 bilhões

Do G1


O HSBC anunciou nesta segunda-feira (3) que vendeu sua subsidiária brasileira para o Banco Bradesco em uma operação que movimentou US$ 5,2 bilhões, o equivalente a R$ 17,6 bilhões.

Com a operação, o Bradesco encosta em seu maior concorrente, o Itaú, maior banco privado do país, com ativos de R$ 1,2 trilhão.

“Temos a grata satisfação de anunciar que nós chegamos a um bom termo”, afirmou, em teleconferência nesta segunda-feira (3), o presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco Cappi. “O Bradesco desde 1943 já realizou 48 aquisições. A relevância da presença do HSBC no mercado brasileiro supera todas as aquisições anteriores”.

De acordo com comunicado do Bradeso, com a aquisição, o banco assumirá todas as operações do HSBC no Brasil, incluindo varejo, seguros e administração de ativos, bem como todas as agências e clientes.

O HSBC manterá sua presença no Brasil para as grandes empresas.

A venda, que ainda requer aprovação regulatória e foi selada em 31 de julho, pode ser concluída até junho de 2016.

Por volta das 12h30, as ações do Bradesco caiam mais de 2%, enquanto o Ibovespa recuava 0,88%.

O valor da aquisição ficou acima do esperado pelo mercado. Em relatório, analistas do Credit Suisse consideraram que a transação faz sentido estratégico e financeiro para o Bradesco por implantar de forma mais eficaz o excesso de capital, dada a perspectiva de fraco crescimento do crédito nos próximos anos.

Já o BTG Pactual considerou estratégica a operação dado o frágil cenário macroeconômico do país, que tem dificultado cada vez mais manter elevados níveis de retorno, inclusive para o rival Itaú Unibanco, que tem rentabilidade maior.


O Bradesco informa que os clientes do HSBC continuarão a ser atendidos "da forma habitual" e, após a conclusão da operação, passarão a contar com todos os produtos, serviços e comodidades oferecidos pelo Bradesco.

"A aquisição proporcionará vários benefícios para os clientes de ambas as instituições, tais como o aumento da cobertura e da rede de atendimento em todo território nacional e acesso aos produtos distribuídos pelas duas instituições", afirma comunicado do Bradesco.

A venda ao Bradesco de sua filial "constitui uma etapa importante na execução das medidas anunciadas aos acionistas em 9 de junho", afirma o HSBC em um comunicado.

Concentração de mercadoCom o negócio, apenas 5 instituições financeiras do país (Banco do Brasil, Itaú-Unibanco, Bradesco, Caixa econômica Federal, Santander e BTG Pactual) passam a deter mais de 80% dos ativos no sistema bancário. Em 1995, os 5 maiores bancos concentravam 56% dos ativos no país.

Sem definição sobre cortesQuestionado durante teleconferência realizada nesta segunda-feira sobre possíveis cortes de empregos ou de agências, Trabuco Cappi não deu detalhes sobre o assunto.

“Você não faz uma aquisição desse porte olhando o corte de agências ou previsão de funcionários, os elementos balizadores é o que isso agrega ao nosso tamanho, nossa eficiência e capacidade de competição no mercado. O processo de integração será primeiramente analisado por um comitê de transação, as autoridades terão de se manifestar sobre a aprovação da operação, e depois teremos condições de comentar algum detalhe sobre essa informação”, disse.

No final do ano passado, o número total de empregados do HSBC no Brasil era de cerca de 21 mil trabalhadores.

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Finaceiro (Contraf-CUT) solicitou uma reunião com os dois bancos para discutir a manutenção dos empregos.

“Vemos com preocupação a venda do banco. Temos mais de 20 mil trabalhadores em todo o país e milhões de clientes. O processo de fusão/aquisição não pode gerar danos ainda maiores para os consumidores, empresas e trabalhadores”, disse Juvandia Moreria, presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região.

Segundo dados da confederação, somente a fusão do Itaú com o Unibanco resultou no fechamento de mais de 15 mil pontos de trabalho no país. Já a compra do Banco Real pelo Santander teria provocado o corte de 2.969 trabalhadores.

Foco no mercado domésticoTrabuco Cappi ressaltou que se trata de um processo de complementariedade, de fortalecimento da franquia.

Questionado em relação a planos futuros de investir no mercado externo, Trabuco disse que o mercado doméstico é o foco do banco. “Não temos nada de perspectiva em relação ao mercado externo, o nosso foco é o mercado brasileiro, onde temos nosso maior valor de ativos”, disse.

Trabuco Cappi havia anunciado em 17 de junho que o banco faria uma oferta vinculante pela unidade brasileira do HSBC em julho.

HSBC conta hoje com 5 milhões de correntistas e está instalado em 529 cidades (Foto: Reuters)

HSBC
O HSBC Brasil conta hoje com 5 milhões de correntistas e está instalado em 529 cidades. São 851 agências, 464 postos de atendimento, 669 postos de atendimento eletrônico, 1.809 ambientes de autoatendimento e 4.728 caixas eletrônicos. O banco entrou no país há 18 anos, quando comprou o extinto Bamerindus.

Em 2014, a filial brasileira do grupo britânico HSBC, segundo maior banco estrangeiro no Brasil,prejuízo líquido de R$ 549 milhões, ante lucro de cerca de R$ 411 milhões no ano anterior.

Após vários escândalos e resultados financeiros ruins, o HSBC, principal banco europeu,anunciou em junho a demissão de 50.000 funcionários em um plano de reestruturação global que inclui a venda de suas atividades no Brasil e na Turquia.

No primeiro semestre, o HSBC registrou um lucro líquido de US$ 9,618 bilhões, 1,31% a menos que no mesmo período de 2014. No segundo trimestre, o lucro líquido caiu 3,8%, a US$ 4,359 bilhões. A queda do lucro foi provocada principalmente pelos custos totais de operação, que no primeiro semestre aumentaram 5% na comparação com o mesmo período de 2014, a 19,187 bilhões de dólares.

Além disso, os impostos pagos pelo HSBC na Grã-Bretanha alcançaram US$ 2,9 bilhões, um aumento de 44% em ritmo anual.

Números do Bradesco
O banco Bradesco atingiu, entre abril e junho, seu maior lucro trimestral na história, segundo levantamento da consultoria Economatica. A instituição financeira anunciou ter registrado lucro líquido contábil de R$ 4,473 bilhões no segundo trimestre de 2015, após atingir R$ 4,244 bilhões nos três meses anteriores – um aumento de 5,4%. Já na comparação com o mesmo período do ano passado, o lucro mostrou crescimento de 18,4%.

Consórcio ou financiamento: qual é o mais barato para comprar sua casa?


Com a taxa de juros nas alturas, usar consórcio para comprar a casa própria pode ser uma saída para economizar.

Segundo cálculos do diretor-executivo da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade), Miguel Ribeiro de Oliveira, financeiramente o consórcio é melhor do que o financiamento. "Já era mais barato e com a subida dos juros a vantagem aumentou."

Veja a comparação entre consórcio e financiamento para a compra de um imóvel de R$ 500 mil. Para os cálculos, foi considerado um custo de financiamento de 11% ao ano. Já os custos do consórcio foram taxa de administração de 17% (dividida pelo prazo total do consórcio), fundo de reserva de 1% (também considerado o prazo integral do consórcio) e correção pelo INCC de 5% ao ano.

Segundo a assessoria de imprensa da Abac (Associação Brasileira de Administradoras de Consórcio), esses custos são considerados atualmente como valor médio de mercado.

A conclusão é que o consórcio sai mais barato do que o financiamento pelo SAC e pela tabela price. O financiamento pelo SAC tem um custo adicional de R$ 47.536,73 (6,41% mais caro do que o consórcio). Já o financiamento pela tabela price custa R$ 65.499,31 (8,83% mais caro do que o consórcio). 

Preço final de um imóvel de R$ 500 mil (prazo de 120 meses)

Financiamento (pelo SAC)

  • Primeira parcela: R$ 8.750,00
  • Última parcela: R$ 4.410,54
  • Total do financiamento: R$ 789.632,62

Financiamento (pela tabela price)

  • 120 parcelas mensais: R$ 6.729,96
  • Total do financiamento: R$ 807.595,20

Consórcio

  • Primeira parcela: R$ 4.916,67
  • Última parcela: R$ 7.627,37
  • Total do financiamento: R$ 742.095,89

Consórcio também tem desvantagens


Mas a compra de uma casa não deve ser avaliada apenas do ponto de vista financeiro, afirma o especialista.

Apesar de ser mais barata, a compra de um bem por meio de consórcio pode levar anos para se realizar. "A pessoa tem de saber que, num consórcio de 120 meses, ela pode ser sorteada apenas na parcela 120", diz Ribeiro de Oliveira.

"Assim, se a pessoa morar de aluguel e quiser sair do imóvel, se usar o financiamento isso se torna possível rapidamente. Já no caso do consórcio, ela terá de aguardar ser sorteada ou terá de ter juntado dinheiro suficiente para dar um bom lance e conseguir a liberação da carta logo no início", afirma.
Ideal é poupar para comprar à vista

O ideal é juntar dinheiro para comprar a casa à vista, diz o economista. Nesse caso, além de não pagar juros (no caso do financiamento) ou taxa de administração (caso do consórcio), a pessoa ainda terá o poder de negociar um desconto.

"Comprar a casa à vista ou quase à vista é o melhor negócio", diz o professor de finanças do Insper Ricardo Humberto Rocha. "Mas o consórcio pode ser uma boa saída também. E, no caso dos imóveis, também é permitido o uso do FGTS, o que pouca gente sabe", diz.
Como poupar para comprar à vista?

O ideal é saber qual é o valor da parcela que seria paga no consórcio ou financiamento e depositar todo mês esse valor em uma aplicação financeira.

Segundo a calculadora do UOL "Consórcio ou poupar", se o comprador depositasse em uma aplicação o valor de R$ 4.916,67 todo mês, ele conseguiria acumular R$ 500 mil no prazo de 70 meses.

Ou seja, ele teria o dinheiro para comprar o imóvel 50 meses antes do que se pagasse um consórcio de 120 meses. Nessa conta, a aplicação teria que render no mínimo 1% ao mês.

"Isso acontece porque quem poupa não está tendo gastos, mas rendimentos. A desvantagem é que se a pessoa morar de aluguel, terá de arcar com os dois custos até que consiga juntar o valor para comprar o imóvel. Com o consórcio, a pessoa teria a possibilidade de ser sorteada antes e não precisar mais arcar com o valor do aluguel", afirma Ribeiro de Oliveira.

Outro cuidado para quem decide poupar em vez de pagar um consórcio é ter disciplina. Poupar todo mês, como se pagasse a prestação. E o ideal é corrigir o valor dos depósitos a cada ano pela inflação, para manter o poder de compra do imóvel.

Fonte: UOL

Cauã Reymond estrela o novo comercial da seguradora HDI!

site caua

Tem comercial novo da HDI Seguros, desta vez estrelando Cauã Reymond!

No filme, criação da agência Voluntários da Pátria Comunicação, novamente o casal da campanha tem seu carro batido e desta vez o causador do acidente é Cauã Reymond, que conta com o seguro HDI para resolver o problema.

Confira!


Automóvel no Brasil custa até 106% mais que lá fora

Na garagem de casa, o carro da família pode ser o mesmo de americanos, europeus, argentinos ou japoneses. Mas o preço certamente é muito diferente. Margem de lucro maior, impostos elevados, altos custos de mão de obra, de logística, de infraestrutura e de matérias-primas, falta de competitividade, forte demanda e um consumidor disposto a pagar um preço alto ajudam a explicar o porquê de o veículo aqui no Brasil chegar a ser vendido por mais do que o dobro que lá fora.

Levantamento em cinco países — Brasil, EUA, Argentina, França e Japão — mostrou que o carro brasileiro é sempre o mais caro. A diferença chega a 106,03% no Honda Fit vendido na França (onde se chama Honda Jazz). Aqui, sai por R$ 57.480, enquanto lá, pelo equivalente a R$ 27.898,99. A distância também é expressiva no caso do Nissan Frontier vendido nos EUA. Aqui, custa R$ 121.390 — 91,31% a mais que os R$ 63.450,06 dos americanos. Há cerca de duas semanas, a “Forbes” ridicularizou o preços no Brasil, mostrando que um Jeep Grand Cherokee básico custa US$ 89.500 (R$ 179 mil) aqui, enquanto, por esse valor, em Miami, é possível comprar três unidades do modelo, que custa US$ 28 mil.

O setor teve o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) reduzido. O incentivo terminaria sexta-feira, mas deve ser prorrogada por dois meses.

Especialistas estimam que a margem de lucro das montadoras no Brasil seja pelo menos o dobro que no exterior, por causa de um quadro de pouca concorrência — ainda que já seja o quarto maior mercado de carros do mundo, incluindo caminhões e ônibus, atrás de China, Estados Unidos e Japão. O diretor-gerente da consultoria IHS Automotive no Brasil, Paulo Cardamone, estima ganho de 10% do preço de um veículo no Brasil, enquanto no mundo seria de 5%. Nos EUA, esse ganho é de 3%:

— Lucro de montadora no Brasil é maior que em qualquer lugar do mundo, pelo menos o dobro. O mercado automobilístico no Brasil é protegido, taxam-se os importados e há concentração forte das vendas nas quatro grandes marcas. Lá fora, as maiores têm cerca de 30% do mercado — afirma ele.

Volkswagen, General Motors, Fiat e Ford — responderam por 81,8% dos 2,825 bilhões de carros vendidos no país em 2011.

— Existe uma demanda grande pelos veículos no Brasil, o que mantém os preços em alta. Se a montadora sabe que há compradores, por que dar desconto? — diz Milad Kalume Neto, gerente de atendimento da consultoria Jato Dynamics do Brasil.

De todo modo, há outros vilões para preços tão elevados. O imposto é, de praxe, apontado como o grande causador. Mas, mesmo descontando as alíquotas, os consumidores nacionais ainda são os que precisariam pagar mais para ter o bem. O preço do Nissan Frontier vendido no Brasil cairia, por exemplo, de R$ 121.390 para R$ 81.209,91, ainda é mais que França e EUA com impostos.

— Não se pode ignorar o custo Brasil, que encarece toda a cadeia produtiva com os problemas de logística e infraestrutura do país, além do custo da mão de obra brasileira — diz José Caporal, consultor da Megadealer, especializada no setor automotivo.

imposto nos eua é de até 9%

Segundo a Anfavea, a associação das montadoras, os impostos representam cerca de 30% do preço dos veículos, considerando as alíquotas normais do IPI. Nos carros 1.0, os impostos representam 27,1% do preço. Na faixa de veículos entre 1.0 e 2.0, o peso dos impostos é de 30,4% para os que rodam a gasolina e de 29,2% para motores flex e etanol. Acima de 2.0, respondem por 36,4% e 33,1% do preço, respectivamente. Nos EUA, os impostos são de até 9% do preço ao consumidor.

No Brasil, outro fator complicador é o fato de grande parte das compras ser financiada. O consumidor se preocupa mais com o tamanho da parcela que com o preço final do veículo.

— Nosso carro ainda é muito caro, é um absurdo — afirma Adriana Marotti de Mello, professora do Departamento de Administração da FEA/USP.



Fonte: O Globo

o vendedor de cachorro-quente e a crise


Um homem vivia à beira de uma estrada e vendia cachorro quente. Ele não tinha rádio, não tinha televisão e nem lia jornais, mas produzia e vendia o melhor cachorro quente da região. Ele se preocupava com a divulgação do seu negócio e colocava cartazes pela estrada, oferecia o seu produto em voz alta e o povo comprava e gostava.

As vendas foram aumentando e cada vez mais ele comprava o melhor pão e a melhor salsicha. Foi necessário também adquirir um fogão maior para atender a grande quantidade de fregueses. E o negócio prosperava a olhos vistos. Seu cachorro quente era o melhor!

Vencedor, ele conseguiu pagar uma boa escola ao filho. O menino cresceu, e foi estudar Economia numa das melhores Faculdades do país.

Anos depois, finalmente, o filho já formado, voltou para casa, notou que o pai continuava com a vida de sempre, vendendo, agradando e prosperando e teve uma séria conversa com o pai:

– Pai, então você não ouve rádio? Você não vê televisão? Não acessa a Internet e não lê os jornais? Há uma grande crise no mundo. A situação do nosso País é crítica. Está tudo ruim. O Brasil vai quebrar.

Depois de ouvir as considerações do filho Doutor, o pai pensou: _ Bem, se meu filho que estudou Economia na melhor Faculdade, lê jornais, vê televisão e internet, participa de redes sociais, e acha isto, então só pode estar com a razão, a coisa deve estar feia mesmo!

Com medo da crise, o pai procurou um Fornecedor de pão mais barato (e é claro da pior qualidade).

Começou a comprar salsichas mais barata (que era, também, a pior). Para economizar, parou de fazer cartazes de propaganda na estrada.

Abatido pela noticia da crise já não oferecia o seu produto em voz alta. Tomadas essas providências, as vendas começaram a cair e foram caindo, caindo e chegaram a níveis insuportáveis e o negócio de cachorro quente do velho, que antes gerava recursos até para fazer o filho estudar Economia na melhor Faculdade quebrou.

O pai, triste, então falou para o filho: – Você estava certo, meu filho, nós estamos no meio de uma grande crise. e comentou com os amigos,orgulhoso:

– Bendita a hora em que eu fiz meu filho estudar economia, ele me avisou da crise!

Este texto nos revela uma grande lição: Vivemos em um mundo contaminado de más noticias e se não tomarmos o devido cuidado, essas más noticias nos influenciarão a ponto de roubar a prosperidade de nossas vidas, portanto, cuide-se, liberte-se e lute pelos seus objetivos de forma consistente e permanente.

Beneficiários do Bolsa Família terão que se profissionalizar e conseguir emprego

A deputada federal Geovânia de Sá (PSDB/SC), protocolou o Projeto de Lei (PL) 2105/2015, que aumenta as condicionalidades para permanecer no Programa Bolsa Família. Com a alteração do art. 3º da Lei nº 10.836, que criou o programa, a deputada incluiu exigência de matrícula, frequência e certificado de conclusão em curso profissionalizante de pelo menos um membro da família que recebe o auxílio do Bolsa Família no prazo de até 90 dias após a inclusão no benefício. 

Além disso, o currículo profissional do beneficiário será incluído em cadastro ou banco de vagas das agências do trabalhador ou instituições similares e na negativa de até quatro propostas de emprego, os valores do programa serão suspensos. Na hipótese de rescisão sem justa causa do contrato de trabalho antes do direito ao seguro-desemprego, os benefícios só serão reativados, caso o currículo profissional volte aos bancos de vagas de emprego. 

“Observamos que o Programa Bolsa Família foi criado para enfrentar a situação de pobreza e pobreza extrema das famílias brasileiras e para manutenção dos valores pagos, os beneficiários devem cumprir alguns requisitos. O que fizemos foi incluir a exigência de curso profissionalizante e cadastro em um banco nacional de vagas de emprego. Com isso, o programa, que tem porta de entrada, também terá uma nova porta de saída, com qualificação profissional, emprego e dignidade às famílias, que poderão prosseguir sem o auxílio financeiro do governo”, destacou a deputada Geovânia de Sá. 

Entre os requisitos que já estão previstos em lei, há o compromisso com a saúde de crianças menores de sete anos e de mulheres gestantes ou lactantes. Na educação, todas as crianças e adolescentes entre 6 e 15 anos devem estar na escola e com frequência de pelo menos 75%. Mesmo assim, não existe tempo de duração para os benefícios, que podem ser em caráter permanente, como uma garantia de mínimos sociais, ou transitório, suficiente para a superação do quadro de vulnerabilidade social a que está submetida. 

“Nesse sentido, não temos dúvidas de que a melhor solução, visando à transformação da realidade das famílias, envolve ações efetivas de educação para gerar qualificação profissional e empregabilidade. Desse modo, o País terá ganhos de produtividade em escala, com vantagens para toda a sociedade”, argumentou a deputada. O projeto segue agora para a análise das comissões para depois ser votado em plenário. 



Colaboração: Simone Costa / Assessoria de Imprensa

Sem recursos, neurocientista pensa em fechar laboratório e sair do Brasil

A neurocientista Suzana Herculano-Houzel, chefe do Laboratório de Neuroanatomia Comparada do Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ, vive um paradoxo em sua carreira. Por um lado, ela comemora a publicação, nesta quinta-feira, junto com o físico Bruno Mota, professor da mesma universidade, de um estudo que sugere nova explicação para a anatomia "enrugada" do cérebro. A pesquisa foi divulgada na "Science", uma das principais revistas científicas do mundo. Porém, Suzana também vive um drama. A cientista corre o risco de ver os trabalhos no laboratório que chefia paralisados por falta de recursos.

Segundo ela, no fim do ano passado o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) aprovou uma verba de R$ 50 mil - metade dos R$ 100 mil originalmente pedidos – para financiar as pesquisas durante três anos, mas até agora só pouco mais de R$ 6 mil foram liberados.

Além disso, dois projetos aprovados há meses pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) ainda não têm previsão de quanto e quando o dinheiro será liberado. Já os US$ 600 mil que recebeu em 2010 como apoio por seis anos da Fundação James McDonnell, dos EUA, estão sendo depositados na conta da UFRJ, o que a obriga a enfrentar uma enorme burocracia para acessar os recursos, que agora podem até ser bloqueados devido à crise financeira na instituição. Por fim, diz, o CNPq também adiou por tempo indeterminado a reabertura do edital de renovação do financiamento para funcionamento do Instituto Nacional de Neurociência Translacional, ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), do qual ela também faz parte.

- No momento, estou tirando dinheiro do próprio bolso e “me devendo” mais de R$ 15 mil na esperança de ver algum destes recursos liberados – conta Suzana. - É isso ou paro de trabalhar, interrompo os projetos e a formação de pesquisadores no laboratório. E não é por falta de competência ou má gestão. Temos vários projetos aprovados, mas a realidade é que não estamos recebendo nada, o financiamento ao laboratório acabou e estou sendo forçada a recusar alunos do Brasil e do exterior que querem fazer seu mestrado ou doutorado aqui - explica.

"AQUI NÃO LEVAM A GENTE A SÉRIO"

Diante desta situação, Suzana já cogita até deixar o Brasil e continuar suas pesquisas em alguma instituição fora do país. Credenciais para isso não lhe faltam, já que a pesquisadora foi responsável por algumas das mais importantes descobertas recentes no estudo comparativo do cérebro humano com os de outros mamíferos e sua ligação com a cognição, publicadas em periódicos científicos internacionais de grande impacto. É dela, por exemplo, a constatação de que o número de neurônios em nosso cérebro chega a 86 bilhões, menos do que as estimativas anteriores de cerca de 100 bilhões, mas, destes, 16 bilhões estão no córtex, número bem superior, por exemplo, aos 6 bilhões de neurônios corticais dos elefantes, cujo cérebro no total soma quase 250 bilhões destas células, ou três vezes mais do que nos seres humanos.

- A vontade cada vez maior é ir embora do país, pois aqui não levam a gente a sério – reclama. - Temos reconhecimento internacional, como mostra esta publicação na “Science”, mas nenhum dinheiro. Como a ciência não dá resultados imediatos e/ou facilmente visíveis, a primeira coisa que fazem em momentos de crise como este é cortar nosso financiamento. Isto sem sequer entrar no mérito de aprovarem menos recursos do que os necessários para os projetos, como no caso do que temos com o CNPq, e mesmo assim quererem a mesma produção e resultados. Só aí já começa a “mágica” que temos que fazer para trabalhar aqui no Brasil. Os pesquisadores brasileiros aprendem a enfrentar condições tão impossíveis aqui que quando chegam em um laboratório com boas condições no exterior sua produção é extraordinária.


Fonte: O Globo.